Hoje sinto-me em baixo. Há coisas de mulheres que podem, hoje, justificar este estado de espírito. Numa tentativa de me elevar, fui dar um jeito ao meu aspecto exterior, mas em vão. Talvez aparentemente esteja melhor parecida, digamos, mas este sentir é igual. Já me tentei também dispersar em conversas com colegas, de temas diversos, mas o efeito é o mesmo. Volto sempre para o meu sítio, para o meu canto, meio enfiada. É um querer estar bem onde não estou; querer ir aonde não vou, qual canção do António Variações, toda ela define bem este meu estado de hoje, de inquietação e indefinição. Acho que tenho as energias em baixo, a precisar de carregar baterias. Anseio pela minha aula de yoga amanhã, é retemperadora, e o efeito só não é imediato porque a cama é o destino logo a seguir, mas no dia seguinte é perfeitamente visível a diferença.Numa outra tentativa de me animar, comecei a escrever a crónica sobre o fim de semana motard, que é suposto ter alguma piada mas a coisa está-me a sair um pouco p’ró sério.
Enfim, entretanto, correram-me algumas coisas bem por aqui no trabalho e o jantarinho também se prevê em boa companhia. Amanhã estarei concerteza mais fresca!







